
Vcs não vao acreditar! Esse post estava pronto e lindo. Tinha levado quase 3 horas para escrevê-lo. Dei algum comando e perdi tudo no blogger! Vou tentar reescrevê-lo.
Eu imagino que vcs estão ansiosos para ver mais fotos do nosso pequeno, mas antes eu quero aproveita que a minha experiência de parto está fresquinha para dividir com vcs alguns detalhes. Não sou nenhuma especialista no assunto, por isso, não esperem o uso de termos adequados. Vou apenas relatar o que aconteceu e o meu sentimento sobre esse momento tão íntimo.
Essa foto foi tirada logo depois que eu escrevi o
post sobre o rompimento da bolsa. Desliguei o computador e fiquei “rebolando” na bola de pilates na varanda do nosso quarto com uma vista deliciosa para a Sera da Tiririca. Fiquei concentrada nas contrações que apenas se iniciavam.
Na gravidez da Malu, eu comprei um caderninho para fazer anotações das rotinas das mamadas e de qualquer outro assunto que eu considerasse relevante. Na do João Pedro, não foi diferente. A questão é que comecei a usá-lo dessa vez para registrar as contrações. Na verdade, essa função ficou sob responsabilidade do Marco.
Como mencionei no post, a bolsa rompeu às 4h da manhã de sexta, mas as contrações só começaram por volta das 12h (meio dia). Inicialmente, sem muita regularidade e pouca intensidade. A contração é uma dor que vem e que passa. Quando passa, nem parece que ela aconteceu.
Normalmente, as contrações vêem acompanhadas de um leve cólica. Depois de 30 minutos, observei que as contrações começaram a ter uma certa regularidade, 5 em 5 minutos com duração de 30/35 segundos. Por volta de 1 hora, as contrações apareciam de 10 em 10 minutos ainda com a duração de 30/35 segundos. Para considerar que as contrações são regulares, vc precisa observá-las por, pelo menos, 2 horas. É possível ainda que sejam contrações falsas.
Depois de 2 horas, liguei para o Dr. Rodrigo e ele pediu que eu prestasse a atenção na intensidade. Já por volta das 4 horas, a intensidade havia aumentado e os intervalos estavam de 5 em 5 minutos com duração de 30/35 segundos. Estava armando uma tempestade e a minha mãe me ligava, a cada minuto, preocupadíssima. Ela já tinha falado com uns e outros e reforçava que eu era louca por esperar tanto tempo com a bolsa rompida. Eu falei que confiava no trabalho do Dr. Rodrigo, mas confesso que fui ficando ansiosa querendo saber sobre o estado do João Pedro. Afinal, a bolsa já havia rompido há 12 horas. Foi então, que o Dr. Rodrigo pediu que eu me dirigisse ao hospital que ele iria me examinar.
Por volta das 17h, colocamos tudo no carro e deixamos a Malu na casa do meu irmão Felipe para que ela pudesse brincar um pouquinho com a priminha Clara. Achamos mais conveniente que a Malu dormisse na minha sogra, já que toda a minha família estava envolvida com as eleições.
Chegamos ao hospital... Vcs não vão acreditar! As contrações sumiram! Que vergonha! O Dr. Rodrigo, sempre muito atencioso, reforçou que ele já imaginava que eu não tivesse, efetivamente, em trabalho de parto, pois eu é que havia ligado para ele e não o Marco. Isso significava que era apenas o início. Mas a ida ao hospital me tranqüilizou.
O Dr. Rodrigo ouviu o batimento cardíaco do João Pedro e estava tudo ótimo com ele. Me examinou tocando o João Pedro pela barriga... Como a bolsa havia rompido, é aconselhável não fazer “o toque” para não aumentar o risco de infecção a não ser que eu estivesse realmente em trabalho de parto. Que não era o caso. Mas ao apalpar a minha barriga... as contrações voltaram.
O Dr. Rodrigo solicitou ainda que alguns exames adicionais para detectarem o estado de saúde do João Pedro fossem realizados no hospital. Os resultados desses exames determinariam o próximo passo a tomar. Foram eles: hemograma completo, PCR (Proteína “C” Reativa) e ultra.
Enquanto aguardávamos os resultados, conversamos bastante sobre as possibilidades. O Dr. Rodrigo ainda comentou sobre um parto que havia durado 3 dias. Ai meu Deus! Eu precisava votar no meu irmão no domingo! De qualquer maneira, a decisão teria que ser baseada nos resultados dos exames.
Aparentemente, o hemograma não apresentava nenhum risco de infecção. PCR registrou 11, um pouco elevado, mas tb não caracterizava infecção. Na ultra, foram observadas bolsas de líquidos e o fluxo na artéria cerebral indicava a relação 59/52 (acho que era isso). Tudo indicava que nós poderíamos esperar um pouco mais. O Dr. Rodrigo estava confiante que eu entraria em trabalho de parto ainda durante a madrugada. Então, com os resultados nas mãos, resolvemos, juntamente com o Dr. Rodrigo, que eu voltaria para casa para aguardar as contrações reais de trabalho de parto. De qualquer maneira, combinamos que, caso o trabalho de parto não evoluísse, eu estaria no hospital por volta das 9h de sábado para repetir os exames.
Chegamos em casa, jantamos e logo as contrações aumentaram. Tentava usar todos os recursos de respiração, posição aprendidos com a Stephanie. E a dor ia aumentando. Até que por volta das 22 horas, a dor estava insuportável. Entrei no chuveiro com a bola de pilates para tentar aliviar a dor... Eu sabia que o Dr. Rodrigo não dava analgesia com pouca dilatação. Mas tinha como referência o parto induzido da Malu e eu achava que a dor que eu tinha sentido era por conta do hormônio “artificial”. Naquele momento, as dores com o hormônio “natural” superavam o que eu havia sentido nas contrações do parto da Malu. Eu imaginava que já estaria com uns 5 cm de dilatação.Pedi para o Marco ligar para o Dr. Rodrigo. E fomos para o hospital.
O caminho foi muito doloroso. Parecia que as contrações aconteciam a cada buraco que o carro passava...Chegando ao hospital, o Dr. Rodrigo, fez o exame do “toque” e... pasmem! Eu tinha apenas 1 cm de dilatação! Frustração total! Por mais que eu soubesse das teorias para suportar a dor... Na hora que a contração chegava, eu me retraia e a dilatação não evoluía.
O Dr. Rodrigo, como sempre muito carinhoso, sugeriu que eu continuasse no chuveiro e usasse a bola para tentar aliviar a dor e aumentar a dilatação. O Marco ali ao meu lado a cada contração... Mas eu estava exausta! Com sono da noite anterior mal dormida e não agüentava mais a dor. Foi aí que desisti e pedi que fosse feito a cesárea! O Dr. Rodrigo ainda me examinou antes da cirurgia, mas eu estava apenas com 1,5 cm de dilatação. Imagina se eu iria conseguir ficar mais sei lá quantas horas sentindo dor!? Definitivamente, eu não queria!Eu sei que existem médicos que aplicam analgesia logo no início das contrações, mas eu tb sabia, desde o início, que o Dr. Rodrigo só aplicaria se ele percebesse uma evolução que não atrapalharia o desenrolar do parto.
Existem mulheres e amigas que sentem dor na hora do parto, mas que relatam ter expelido os bebês. Eu, definitivamente, não era esse tipo de mulher. Foi aí que comecei a fazer vários questionamentos. Será que eu realmente queria parto normal/natural? Será que eu precisaria ter me preparado mais, fisicamente, com yoga e etc para que o trabalho de parto se desenvolvesse?
Entrei no centro cirúrgico certa de uma coisa: queria cesárea, sim! E o mais importante: por eu ter entrado em trabalho de parto, o João Pedro estava nascendo na hora dele. Os hormônios necessários estavam circulando entre ele e eu. E o nascimento ia ser humanizado! Como a Stephanie sempre diz: o parto é da mãe e o nascimento é do bebê! E o nascimento dele foi algo incrível! Não fiquem com raiva, mas será assunto para um outro post. Esse já está enorme!
Até que não foi tão difícil reproduzi-lo depois de ter perdido a primeira versão!
Espero ter contribuído com a minha experiência!
E vc? Conte para gente como foi a sua experiência de parto. Vc fez alguma preparação adicional? Foi cesárea ou normal? Foi natural ou teve alguma intervenção?