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domingo, 10 de outubro de 2010

João Pedro chegou para ficar!


Uma gostosura esse menino!

Como o João Pedro nasceu de madrugada, acabamos não comentando com ninguém da família ou amigos que ele tinha nascido. Somente as 6:30 da manhã liguei para a casa dos meus pais. Meu pai atendeu ao telefone e dei a notícia que o seu 1 netinho menino tinha nascido no aniversário dele. Disse ainda que o João Pedro era a cara dele. Imagina como meu pai não ficou todo bobo!

Aproveitamos o início da manhã, para arrumar o quarto para receber as pessoas. Colocamos o enfeite que compramos na feira de bebê na porta do quarto e arrumamos a mesa com as flores que a minha mãe trouxe, balas de leite da Kopenhagen e pipa de feltro como lembrancinhas, gel anti-séptico e vários materiais de campanha de Felipe. Afinal, era véspera das eleições! RS!




Uma enfermeira do berçário quando viu os folhetos de Felipe, falou Felipinho!!!!! Ele ajudou o pessoal da área dela na época das chuvas e ela era muito grata por isso. Falou que ela, família e amigos estavam todos com Felipe. O mais engraçado é que ela passava no quarto toda hora para pegar material e distribuia para todo a equipe do hospital.

Bom, todos estavam ansiosos para conhecer o nosso pequeno. Mas preciso confessar que eu estava louca para saber como seria a reação da Malu. E quando ela chegou... Foi um barato! Ela falava: Que fofo! João Pedro chegou! Abre o olho João Pedro! Quero pegar no colo! Abaixo alguns registros especiais desse encontro!

A foto da família nem ficou tão boa assim!
Nossa como eu estava inchada!
Tão bom ir voltando "ao normal"!


Olha a carinha de felicidade da nossa pequena!


Querendo pegar no colo!


Fazendo carinho!


Essa é a melhor foto!




As fotos com os avós ficaram ótimas! As dos titios tb! Felipe estava em plena campanha e mesmo assim apareceu lá no hospital! O pior é que era dia das pessoas acompanharem a campanha dele online pelo Twitter. A visita dele foi filmada e nós todos estávamos no Twitter tb, rs!


Compramos para o João Pedro dar para a Malu de presente o Charlie. A Malu já tinha a Lola. A idéia era que a Malu ganhou um irmãozinho e a Lola tb. Tias avós e tia bisavó tb apareceram por lá!


A esquerda o Pedro Ângelo pediatra das crianças e a direita o Dr. Rodrigo! O cesárea não teria sido humanizada se não fosse essa dobradinha perfeita!


A pegada do João Pedro é diferente da pegada da Malu. Em outro post, vou colocar uma pegada do lado da outra para vcs observarem a diferença.



Momento Amamentação!


Pai & filho e uma paixão: o Mengão!


Faltou a Malu nessa foto!


Fomos votar no domingo e depois fomos pegar a Malu na casa da minha sogra para irmos todos para casa.


O que a lei da cadeirinha nos obriga a fazer...


Ai meu Deus! Olhando para mamãe!





Tem tanta coisa que quero dividir com vcs! Não sei nem por onde começar... Mas prometo escrever, em breve, sobre a Apojadura. Eu tinha esquecido detalhes sobre os 3/4 dias de colostro antes da decida do leite.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Uma Cesárea Humanizada!


Como eu mencionei em outro post, é possível sim, fazer um parto cesárea, mas, ao mesmo tempo, atentar para que o nascimento seja humanizado. É um parto praticado em todos os países desenvolvidos. A minha guru Stephanie ressalta Leboyer : "O parto é da mãe, o nascimento é do bebê.

O nascimento é um momento muito importante para o bebê. É o primeiro contato dele com o mundo.

Como acontece ma maioria das vezes? Ou melhor, como foi o parto da Malu?

Centro cirúrgico congelado, luz forte, os médicos conversando sobre assuntos aleatórios, há um tecido cobrindo a visão da mãe na hora do nascimento. O bebê, depois do nascimento, é mostrado para a mãe, mas não fica no seu peito. No máximo, a mãe faz um carinho no bebê e tira a foto oficial (pai, mãe e bebê). Logo em seguida, o bebê é levado pelo pediatra para o berçário e o pai acompanha. Depois o bebê é levado para a incubadora e permanece por lá, no mínimo, 1 hora. Sendo que na maioria dos casos, os bebês ficam umas 3 horas. Só depois vai para o quarto ver a mãe.

“Como um ser que é agredido ao nascer pode amar o mundo que ele está chegando? Não se trata somente de agressão física, mas da frieza, da ausência de amor em prol da assepsia e dos cuidados médico-hospitalares.” Stephanie.

O nascimento humanizado é feito na penumbra, com uma música especial que o bebê ouviu dentro do útero. O bebê é recebido com carinho pelo médico sem ser pendurado pelos pés, numa sala aquecida. No caso de cesárea, o tecido que cobre a visão é abaixado do momento do nascimento. O pai corta o cordão umbilical quando o médico percebe que o cordão parou de pulsar e o bebê é colocado no colo da mãe para se aquecer e mamar. O bebê enxerga estando na distância do peito e é nesse momento que é criado o laço afetivo com mãe. Quanto mais tempo ele ficar ali no peito/colo da mãe melhor. Terminado o parto, a mãe vai para o quarto enquanto o pai, acompanhado pelo pediatra, leva o bebê no colo para o para o berçário onde ele é pesado e medido. Em seguida, o pai leva o bebê e vão encontrar a mãe no quarto e ele mama de novo enquanto o pai prepara o banho. O bebê é, então, colocado numa banheira, bem cheia e quentinha, onde ele relaxa e chega a sorrir de prazer. Após o banho, ele volta a mamar e adormece. Em nenhum momento o bebê fica longe do pai ou da mãe, da hora do nascimento até a ida para a casa. Este bebê que acaba de nascer tem uma visão muito diferente do mundo: sem medo, com segurança afetiva, ele será mais feliz...

Foi nesse astral que procuramos que o João Pedro nascesse. Foram deixadas só as luzes necessárias e a sala estava numa temperatura suportável ao bebê. Colocamos os cds que o João Pedro escutou ainda no útero. Escolhemos U2 for babies, mas como a Malu tinha arranhado o cd a partir da 5ª música, escolhemos tb o Mozart for babies. Ao escolher uma música é importante dar preferência às músicas orquestradas, sem vozes. As vozes que o bebê precisa identificar são as dos pais.

No momento do nascimento, o tecido que cobre a visão foi abaixado e eu pude ver o João Pedro sair da minha barriga! Muita emoção! E logo em seguida, ele estava no meu peito. Para aquecê-lo, ele ficou o tempo todo coberto e com a toquinha comprada na Stephanie. Ficou ali um tempão! Ele não mamou naquele momento, mas brincou bastante com o bico. Quando o pediatra ameaçava tirá-lo dali, ele começava a chorar. Ele ficou ali quase o tempo que eu estava sendo costurada. Depois, foi o pai que o levou ao berçário e fomos os três juntos para o quarto. Como fomos para o quarto por volta das 2:30 da manhã, o banho só foi dado pelo pai no quarto no dia seguinte de manhã. E mamou,mamou, mamou... Apesar do cansaço, foi maravilhoso ter ele o tempo todo com a gente. Ele dormiu a noite no meu colo/peito.

O ideal é que o 1º banho seja sem sabonete, sem esfregação. Deve ser um banho sem traumas, relaxante e com muita água na banheira. Totalmente diferente do banho que as enfermeiras dão no hospital. Normalmente, o banho é dado numa torneira, o bebê e esfregado e chora muito. E o banho foi outro momento maravilhoso! Colocamos o cd novamente e o João Pedro ficou anestesiado!

O Santa Martha tem fama não permitir os procedimentos que fazem o parto ser mais humanizado. Mas quem dita as regras são os médicos. Principalmente, o pediatra. Quando perguntei ao Dr. Pedro Ângelo, pediatra da Malu e que fez o parto do João Pedro, se a gente teria problemas para dar o banho no quarto, ele disse que não. Se tivesse, era para ligar para ele. E, realmente, não tivemos problema algum.

Tinha deixado a Beta de sobreaviso para tirar as fotos do parto. Mas tudo aconteceu na madrugada... Então, acabou não rolando. Como já falei anteriormente, pai-máquina fotográfica-filmadora não combinam nem um pouco, rs! Mas vcs verão alguns registros do parto mesmo assim. Os melhores registros os são meus no dia seguinte, rs!

Espero que gostem!

Momento vínculo mãe-bebê.

O pai cortando o umbigo, a cabeça foi cortada!
Reparem ainda que o saquinho dele é vermelho.
Segundo o pediatra, ele é russinho!

Beijo de despedida para o pai levá-lo ao berçário.

No dia seguinte, retirando-o da roupa saco para o banho.



Pai curtindo mais do que o filhote!



Amei essa foto!
Cuidado do pai e curtição do João Pedro!


Pai segurando as mãozinhas para dar limite (como no útero) e fazer o filhote relaxar ainda mais!


Que carinha mais gostosa!


Secando na toalha...


O Marco apelidou o João Pedro de Mr. Magoo, rs!
Ele é muito russinho e não tem sombrancelhas!


Se a Malu é a cara do pai... O João Pedro veio a minha cara! Inicialmente, achava ele parecido com o meu pai. Tudo bem que eu sou a cara do meu pai, rs! Mas quando peguei uma foto minha RN, fiquei pasma com a semelhança! Em breve, scaneio essa foto para vcs compararem.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A grande verdade sobre as contrações de um parto!


Vcs não vao acreditar! Esse post estava pronto e lindo. Tinha levado quase 3 horas para escrevê-lo. Dei algum comando e perdi tudo no blogger! Vou tentar reescrevê-lo.

Eu imagino que vcs estão ansiosos para ver mais fotos do nosso pequeno, mas antes eu quero aproveita que a minha experiência de parto está fresquinha para dividir com vcs alguns detalhes. Não sou nenhuma especialista no assunto, por isso, não esperem o uso de termos adequados. Vou apenas relatar o que aconteceu e o meu sentimento sobre esse momento tão íntimo.

Essa foto foi tirada logo depois que eu escrevi o post sobre o rompimento da bolsa. Desliguei o computador e fiquei “rebolando” na bola de pilates na varanda do nosso quarto com uma vista deliciosa para a Sera da Tiririca. Fiquei concentrada nas contrações que apenas se iniciavam.

Na gravidez da Malu, eu comprei um caderninho para fazer anotações das rotinas das mamadas e de qualquer outro assunto que eu considerasse relevante. Na do João Pedro, não foi diferente. A questão é que comecei a usá-lo dessa vez para registrar as contrações. Na verdade, essa função ficou sob responsabilidade do Marco.

Como mencionei no post, a bolsa rompeu às 4h da manhã de sexta, mas as contrações só começaram por volta das 12h (meio dia). Inicialmente, sem muita regularidade e pouca intensidade. A contração é uma dor que vem e que passa. Quando passa, nem parece que ela aconteceu.

Normalmente, as contrações vêem acompanhadas de um leve cólica. Depois de 30 minutos, observei que as contrações começaram a ter uma certa regularidade, 5 em 5 minutos com duração de 30/35 segundos. Por volta de 1 hora, as contrações apareciam de 10 em 10 minutos ainda com a duração de 30/35 segundos. Para considerar que as contrações são regulares, vc precisa observá-las por, pelo menos, 2 horas. É possível ainda que sejam contrações falsas.

Depois de 2 horas, liguei para o Dr. Rodrigo e ele pediu que eu prestasse a atenção na intensidade. Já por volta das 4 horas, a intensidade havia aumentado e os intervalos estavam de 5 em 5 minutos com duração de 30/35 segundos. Estava armando uma tempestade e a minha mãe me ligava, a cada minuto, preocupadíssima. Ela já tinha falado com uns e outros e reforçava que eu era louca por esperar tanto tempo com a bolsa rompida. Eu falei que confiava no trabalho do Dr. Rodrigo, mas confesso que fui ficando ansiosa querendo saber sobre o estado do João Pedro. Afinal, a bolsa já havia rompido há 12 horas. Foi então, que o Dr. Rodrigo pediu que eu me dirigisse ao hospital que ele iria me examinar.

Por volta das 17h, colocamos tudo no carro e deixamos a Malu na casa do meu irmão Felipe para que ela pudesse brincar um pouquinho com a priminha Clara. Achamos mais conveniente que a Malu dormisse na minha sogra, já que toda a minha família estava envolvida com as eleições.

Chegamos ao hospital... Vcs não vão acreditar! As contrações sumiram! Que vergonha! O Dr. Rodrigo, sempre muito atencioso, reforçou que ele já imaginava que eu não tivesse, efetivamente, em trabalho de parto, pois eu é que havia ligado para ele e não o Marco. Isso significava que era apenas o início. Mas a ida ao hospital me tranqüilizou.

O Dr. Rodrigo ouviu o batimento cardíaco do João Pedro e estava tudo ótimo com ele. Me examinou tocando o João Pedro pela barriga... Como a bolsa havia rompido, é aconselhável não fazer “o toque” para não aumentar o risco de infecção a não ser que eu estivesse realmente em trabalho de parto. Que não era o caso. Mas ao apalpar a minha barriga... as contrações voltaram.

O Dr. Rodrigo solicitou ainda que alguns exames adicionais para detectarem o estado de saúde do João Pedro fossem realizados no hospital. Os resultados desses exames determinariam o próximo passo a tomar. Foram eles: hemograma completo, PCR (Proteína “C” Reativa) e ultra.

Enquanto aguardávamos os resultados, conversamos bastante sobre as possibilidades. O Dr. Rodrigo ainda comentou sobre um parto que havia durado 3 dias. Ai meu Deus! Eu precisava votar no meu irmão no domingo! De qualquer maneira, a decisão teria que ser baseada nos resultados dos exames.

Aparentemente, o hemograma não apresentava nenhum risco de infecção. PCR registrou 11, um pouco elevado, mas tb não caracterizava infecção. Na ultra, foram observadas bolsas de líquidos e o fluxo na artéria cerebral indicava a relação 59/52 (acho que era isso). Tudo indicava que nós poderíamos esperar um pouco mais. O Dr. Rodrigo estava confiante que eu entraria em trabalho de parto ainda durante a madrugada. Então, com os resultados nas mãos, resolvemos, juntamente com o Dr. Rodrigo, que eu voltaria para casa para aguardar as contrações reais de trabalho de parto. De qualquer maneira, combinamos que, caso o trabalho de parto não evoluísse, eu estaria no hospital por volta das 9h de sábado para repetir os exames.

Chegamos em casa, jantamos e logo as contrações aumentaram. Tentava usar todos os recursos de respiração, posição aprendidos com a Stephanie. E a dor ia aumentando. Até que por volta das 22 horas, a dor estava insuportável. Entrei no chuveiro com a bola de pilates para tentar aliviar a dor... Eu sabia que o Dr. Rodrigo não dava analgesia com pouca dilatação. Mas tinha como referência o parto induzido da Malu e eu achava que a dor que eu tinha sentido era por conta do hormônio “artificial”. Naquele momento, as dores com o hormônio “natural” superavam o que eu havia sentido nas contrações do parto da Malu. Eu imaginava que já estaria com uns 5 cm de dilatação.Pedi para o Marco ligar para o Dr. Rodrigo. E fomos para o hospital.

O caminho foi muito doloroso. Parecia que as contrações aconteciam a cada buraco que o carro passava...Chegando ao hospital, o Dr. Rodrigo, fez o exame do “toque” e... pasmem! Eu tinha apenas 1 cm de dilatação! Frustração total! Por mais que eu soubesse das teorias para suportar a dor... Na hora que a contração chegava, eu me retraia e a dilatação não evoluía.

O Dr. Rodrigo, como sempre muito carinhoso, sugeriu que eu continuasse no chuveiro e usasse a bola para tentar aliviar a dor e aumentar a dilatação. O Marco ali ao meu lado a cada contração... Mas eu estava exausta! Com sono da noite anterior mal dormida e não agüentava mais a dor. Foi aí que desisti e pedi que fosse feito a cesárea! O Dr. Rodrigo ainda me examinou antes da cirurgia, mas eu estava apenas com 1,5 cm de dilatação. Imagina se eu iria conseguir ficar mais sei lá quantas horas sentindo dor!? Definitivamente, eu não queria!Eu sei que existem médicos que aplicam analgesia logo no início das contrações, mas eu tb sabia, desde o início, que o Dr. Rodrigo só aplicaria se ele percebesse uma evolução que não atrapalharia o desenrolar do parto.

Existem mulheres e amigas que sentem dor na hora do parto, mas que relatam ter expelido os bebês. Eu, definitivamente, não era esse tipo de mulher. Foi aí que comecei a fazer vários questionamentos. Será que eu realmente queria parto normal/natural? Será que eu precisaria ter me preparado mais, fisicamente, com yoga e etc para que o trabalho de parto se desenvolvesse?

Entrei no centro cirúrgico certa de uma coisa: queria cesárea, sim! E o mais importante: por eu ter entrado em trabalho de parto, o João Pedro estava nascendo na hora dele. Os hormônios necessários estavam circulando entre ele e eu. E o nascimento ia ser humanizado! Como a Stephanie sempre diz: o parto é da mãe e o nascimento é do bebê! E o nascimento dele foi algo incrível! Não fiquem com raiva, mas será assunto para um outro post. Esse já está enorme!

Até que não foi tão difícil reproduzi-lo depois de ter perdido a primeira versão!

Espero ter contribuído com a minha experiência!

E vc? Conte para gente como foi a sua experiência de parto. Vc fez alguma preparação adicional? Foi cesárea ou normal? Foi natural ou teve alguma intervenção?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Muita emoção para um mesmo final de semana!


Apresento o mais novo membro da família Peixoto dos Santos.: nosso João Pedro. Ele não é uma graça?

Nasceu no dia 02 de outubro (no dia do aniversário de 60 anos do avô Paulo), às 01:10da manhã, com 3.495g e 52 cm. A bolsa havia rompido as 4hs da manhã de sexta, mas, quando entrei, efetivamente, em trabalho de parto... tive apenas 1,5 cm de dilatação. Eu não aguentei a dor... e pedi para que fosse feito cesárea mesmo. Mas esse assunto detalhado será abordado em outro post. O mais importante foi que conseguimos que o parto fosse humanizado, mesmo que de ceásea! Prometo, em breve, detalhar tudo para vcs!
Muito obrigada pelo carinho e pelas vibrações positivas enviadas por todos!


Aproveito ainda para agradecer a todos a confiança depositada no meu irmão e informo que Felipe se elegeu com 32.855 votos! Ficou em 55 lugar para um total de 70 vagas! Resultado maravilhoso! Mais uma vez obrigada!


Não é muita emoção para um único final de semana?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Realmente são 10 luas!




Pois é... o dia hoje começou diferente. Na verdade, a semana, foi bastante a típica. Uma semana cheia de passagem de trabalho, envolvimento maior na campanha do meu irmão, insônia (que nunca tenho), enjôo matinal e muito inchaço.


Ontem, foi almoço de despedida com algumas amigas do trabalho e, na hora da saída disse: Até amanhã! para a Tatiane, companheira de trabalho que irá ficar com a maioria das minhas atribuições. Mas esse "Até amanhã!", suou diferente. Mas eu estava com o dia 6/7 na cabeça. Achava que JP só viria mesmo na semana que vem. Tinha um único trato com ele: votar no titio no dia 3/10. rs!


Mas, depois de ter trabalhado o dia inteiro,... quem não sabe, para não ter que dirigir, eu estava fazendo o mesmo horário que o Marco (ele folgou na segunda e dobrou ontem), já no carro, comecei com umas dores diferentes. Cheguei em casa muito inchada e, às 21h, a Catia Carvalho veio fazer drenagem em mim. Depois, tomei um banho bem quentinho e adormeci.


Uma noite, aparentemente, normal, acordando para o xixi e para beber água... Mas... ás 4hs senti alguma coisa descendo como se fosse menstruação. Fui até o banheiro achando que pudesse ser o tampão (líquido denso, quase gosma que as vezes apresenta tb um pouco de sague). Mas era mais líquido e claro. Foi aí que percebi, quando levantei, que o líquido escorria pelas pernas. Aí caiu a ficha! Era a bolsa que tinha rompido.


Segundo orientações da minha guru, Stephanie, as contrações, normalmente, se iniciam de 1 a 2 horas depois que a bolsa rompe. Então, a idéia é ligar para o médico depois de 2 horas ou quando as contrações estivessem regulares. A única situação que deveria ser comunicada ao médico de imediato é se o líquido da bolsa apresentasse uma cor esverdeada, pois poderia indicar algum sofrimento ao bebê e a presença de mecônio. Mas como não era o caso, coloquei o GERIATEX (absorvente gigante usado no pós parto) e deitei novamente. Toda essa tranquilidade só foi possível, pois a gente leu o depoimento da Thalita. Lógico que eu não consegui dormir, mas relaxei mais um pouquinho. O Marco dormiu direito. rs!


Por volta das 6h, comecei a me movimentar pela casa e mais líquido descia. Observei, em uma das idas ao banheiro, o tampão. Liguei para o Dr. Rodrigo Vianna por volta das 6:30, relatando o ocorrido. Reforcei que não havia nenhum sinal de contração. Eu sentia apenas um cólica. Ele, como sempre, muito tranquilo, me orientou da seguinte forma: Dê uma boa caminhada na praia, tome chá de canela para auxiliar na contração natural e vamos aguardar. Se até as 16h eu não tiver contrações, irei fazer uma ultra, fazer um exame de sangue, ele deverá tb me examinar... Meu pai faz aniversário 02/10 e estava louco que o neto nascesse no mesmo dia que ele. Mas se for hoje, poderei votar tranquilamenteno domingo. Mas se ele só resolver nascer no sábado, poderei voltar no domigo? Segundo o Dr. Rodrigo, sim!!!!

Bom,a Malu acordou, tomamos café da manhã, levamos a Malu na escola e passei no mercado para comprar canela em pau... e fomos à praia caminhar.

Levei a máquina para registrar os últimos momentos da barriga com o maridão. Apesar do tempo encoberto, a praia estava linda e foi maravilhoso esse momento à dois.

No celular com a minha mãe.

Que barrigão!


A barriga tá muito grande, eu tô muito inchada, mas a família está muito feliz com esse momento! Reparem ainda nas praguinhas da campanha! rs!



Momento paizão de conversa com ele...


Contemplando o mar e pensando no futuro bem próximo...
Em breve, teremos o nosso menino nos nossos braços!


Chegamos em casa e comecei a tomar o chá de canela. Liguei tb para a minha guru que reforçou a importância de andar, sentar/rebolar/ pular na bola de pilates para ajudar nas contrações... E cá estou eu, escrevendo esse post na bola e tomando o meu chá. E não é que percebo que os dois juntos aumentam a cólica e que poderá se transformar em contrações?

O João Pedro foi concebido por volta de 6/01 na lua minguante. Hoje, é dia 01/10 e a lua minguante virou. Contaram quantas luas? Foram 10 luas!

Bom, agradeço as mensagens e os telefonemas. Por equanto, é isso! Vou aproveitar a intimidade e me isolar um pouquinho com o maridão e com o filhote e, assim que eu puder mando mais notícias!

Me desejem "Boa Hora!"

Até!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mudei de médico! Quero um Parto Humanizado dessa vez!

Hoje, me irritei no banheiro do trabalho! É que não agüento mais escutar as desculpas dos médicos para convencerem as mães a fazerem cesáreas. Cada vez mais me surpreendo com as desculpas: o bebê está muito grande, tem circular de pescoço, não podemos colocar em risco a vida do bebê, o mecônio...

Não sou nenhuma especialista, mas digo que muitos médicos nos enrolam com essas conversas.

Na gravidez da Malu pesquisei muito sobre Parto Humanizado. Na época li alguns artigos no site Amigas do Parto e no site REHUNA. Tentei negociar algumas coisas com a médica que fazia o meu pré-natal e que ia fazer o parto da Malu.

Na verdade, estava com essa médica há 1 ano e ela tinha conduzido muito bem uma complicação que tive antes de engravidar. Como mãe de primeira viagem, posso hoje afirmar que fiquei nas mãos dela.

Inicialmente, perguntei se ela fazia parto normal e ela disse que sim. Conversei com algumas pacientes na sala de espera e identifiquei que a maioria era cesárea. Na negociação com a médica, não consegui muitos itens, mas frisei que queria parto normal, queria ainda que o Marco cortasse o cordão umbilical. Esses 2 itens... ela garantiu que poderia fazer. Como a gente fica amarrada por causa de plano de saúde, não?

Bom, não fiz aulas importantes da Stephanie sobre parto. Na época, estava com pouco dinheiro e priorizei amamentação e cuidados. Entretanto, por orientação da Stephanie, marquei uma consulta com o pediatra da equipe da minha médica. Na negociação, também não tive muito sucesso. Queria que a Malu viesse direto para o peito, que não fosse para incubadora, ou seja, que fosse direto para o quarto, queria ainda que o pai desse o primeiro banho e não a enfermeira do hospital... Ambos os médicos diziam que havia restrições do hospital. Hoje, sei que era PURA MENTIRA! Eles não se sentiam confortáveis com as minhas colocações. Não que eles estivessem errados, mas era a “linha” dessa equipe médica.

MUITO IMPORTANTE: o cálculo das semanas na gravidez pode não ser exato. Por isso, mesmo que vc queira cesárea é importante que o bebê dê sinais que está pronto para nascer. Os bebês que nascem antes da hora podem apresentar uma série de complicações. Um dia a menos pode significar muito. Se vc fizer uma cesárea com 38 semanas e as contas estiverem erradas, vc pode ter um bebê pré-maturo nas mãos.

A Malu não dava sinais e a minha médica já tinha me avisado que não gostava de passar da 41ª semana de gravidez. Então, a médica sugeriu a indução com 41 semanas. Uma amiga tinha induzido e tinha conseguido ter normal. O que eu não imaginava é que a médica precisava saber conduzir uma indução. A minha não teve muito sucesso...

Como eu queria normal, ela pediu um dinheiro, por fora do plano, para ficar a minha disposição no hospital, pois iria desmarcar todos os pacientes do consultório naquele dia. Até aí, estranho pedir dinheiro, não? Mas pagamos, pois eu queria ter normal. Me internei as 7h da manhã e começamos o processo de indução. Ocitocina na veia, remedinho local para ajudar na dilatação, rompimento da bolsa com um instrumento que parecia uma agulha de tricot... A médica entrava e saia da sala como se estivesse monitorando... Bom, a indução foi um fiasco. Muita dor e pouca dilatação.

Erros que poderiam ser evitados:

  • Minha mãe e minha sogra ficaram me assistindo. Um momento tão íntimo, quase que primitivo... Uma cadela se esconde para ter seus filhotes e eu escolhi ter uma platéia!
  • Fiquei deitada na cama do quarto e o ideal seria andar, tomar um banho quente...
  • Não sabia como usar recursos de posição e respiração para suportar a dor.

As 17hs eu estava com 3 cm de dilatação e acabei pedindo para ser cortada. Segundo a Stephanie, alguns médicos dão analgesia com 2/3cm de dilatação. Isso faz a mãe relaxar e aumenta a dilatação. Foi exatamente o que aconteceu com a minha amiga que induziu o parto. A dor atrapalha, muitas vezes, e dificulta a dilatação. Hoje, tenho dúvidas se realmente só estava com 3cm de dilatação. É tanta mentira... Acho, às vezes, que os médicos fazem tudo de propósito!

E o pior ainda está por vir... A médica, no automático, simplesmente, cortou o cordão umbilical. ERA PARA O PAI FAZER ISSO! Um parto totalmente sem clima. Os médicos falando de assuntos... Eu toda amarrada no centro cirúrgico nem consegui segurar a Malu no colo. Fiz apenas um carinho no rosto... A Malu foi para incubadora, a enfermeira deu banho... tudo que eu não queria. A única coisa “menos ruim”, foi que conseguimos que a Malu ficasse só 1 hora na incubadora. Mas só depois de muita insistência do pai com o pediatra no celular... E quando ela foi entregue no quarto, com um gesto tipo: toma aí... ouvimos da enfermeira: se ela não pegar o peito/mamar, ela volta para o berçário. Ninguém teve boa vontade de dar qq tipo de orientação... Imagina se eu não tivesse feito o curso com a minha guru?


Eu fiquei traumatizada com o parto induzido e a cesárea desnecessária da Malu. Mudei de plano de saúde e mudei de médico. Estou com o Dr. Rodrigo Vianna e seu consultório é no Niterói Shopping (2717-6582). Quem me indicou foi o Pediatra da Malu, Dr. Pedro Ângelo que faz parto humanizado tb. O Rodrigo é maravilhoso, tem UNIMED em Niterói e, atende particular no Rio. Uma calma em pessoa! Depois decobri que ele é casado com uma colega que estudou comigo no 2º grau. Segundo a Stephanie, ele é o único médico na nossa cidade atualmente que faz parto humanizado! A esposa de um amigo teve o filho sentada na perna do marido (côcoras). Não que eu terei de côcoras, mas tenho certeza que o parto será diferente!

Uma outra coisa que pretendo fazer diferente... Na hora do parto o Marco tinha uma máquina fotográfica numa mão e uma filmadora em outra e, por isso, acabou não exercendo sua função de pai . Sugestão: contrate um fotógrafo. O pai deve estar "inteiro" no momento do parto!

Recentemente, o Dr. Rodrigo me ligou para assistir uma palestra com algumas meninas que fazem parte de um grupo que apóia o parto humanizado em Niterói. Fiquei encantada com o trabalho do grupo: REUNA NITERÓI. Para minha surpresa o Dr. Rodrigo tb faz parte desse grupo.

Lucia Pires (Terapeuta corporal)
Fabiola Costa (Fono)
Joana Lima (Pediatra)
Liliane (Enfermeira)
Rodrigo Vianna (Obstetra e ginecologista)
Fernana Sá (Enfermeira)
Fernanda Diamantino (Fisioterapeuta)

Acho que agora estou em boas mãos, né?


O Dr. Rodrigo afirmou que mesmo eu tendo feito cesárea da Malu, independente do intervalo, que eu posso tentar normal. Ele só não vai induzir o parto, pois poderia ter risco. E ainda afirmou ainda que, se tudo estiver bem comigo e com o bebê, ele espera, às vezes, 42 semanas e alguns dias... Tudo para que o bebê possa dar os sinais!

Quero tentar parto normal com o João Pedro. Mesmo que por algum motivo eu tenha que ter cesárea de novo, tenho certeza que o clima do parto será diferente. Tive a Malu no Santa Marta e com a equipe anterior nada eu podia. Com a equipe atual, tudo eu posso!!! Por isso, não acreditem quando os médicos colocarem a culpa nos hospitais. Na verdade, são os médicos que mandam! Sou bairrista e quero ter em Niterói! RS!

Na semana passada fiz aula de Parto Tranqüilo na Stephanie. Aprendi algumas técnicas e, em breve, espero poder dividir com vcs! No início do mês, vou fazer outra aula com ela sobre o Desenrolar do parto.

Em outro post ,vou detalhar para vcs um pouco mais sobre o parto humanizado. É possível, mesmo com cesárea, ter um parto humanizado, vc sabia?

Uma dica: quer conhecer um pouco mais do seu médico antes do parto? Vc pode fazer um teste (site Amigas do Parto) com o seu médico para avaliar as respostas dele.

Mas me fala de vc... Como foi o parto do seu bebê ou como planeja que ele seja?